Dicas práticas para você começar a planejar sua aposentadoria

O planejamento da aposentadoria é uma das coisas mais importantes nos dias de hoje e todas as pessoas devem incluir no seu controle financeiro. Há um tempo atrás, esse planejamento dependia muito do INSS, o que mudou depois da reforma da previdência, abrindo novos caminhos para que as pessoas tivessem mais independência na hora de pensar em previdência. Nesse contexto, nós preparamos algumas dicas valiosas sobre como planejar a aposentadoria. Confira a seguir e garanta um planejamento de primeira para seu futuro:

Veja também:

Criptomoedas: O que é e como funciona

Entenda como funciona o mercado de ações

Confira como funciona investir no Tesouro Direto

1. Planejar a aposentadoria o mais cedo possível

Antes de tudo, você precisa tornar a aposentadoria uma parte do seu planejamento financeiro do cotidiano. Dessa forma, é necessário ter em mente que você vai precisar deixar uma quantia reservada todos os meses para sua aposentadoria.

Quanto mais cedo você começar a reservar isso, mais dinheiro será investido no seu futuro, garantindo uma aposentadoria de qualidade. Isso se prova, pois é fato de que os investimentos de longo prazo são mais rentáveis que os outros.

2. Calcule quanto vai custar sua aposentadoria

O primeiro ponto é que você pense em quanto você vai precisar todos os meses para poder pagar completamente suas dívidas e contas. Se você ganha R$ 3.500,00 por mês, por exemplo, então o mais adequado é que sua aposentadoria seja capaz de te pagar esse valor. Por isso, é importante que você faça cálculos acerca dos investimentos necessários para garantir esse valor todos os meses no futuro, assim, você consegue determinar a quantidade de dinheiro que precisa reservar.

3. Não dependa do INSS

Ao final dos seus cálculos, você pode ter percebido que o INSS, muito provavelmente, não vai conseguir te pagar o dinheiro que irá precisar. Dessa forma, você precisa estudar muito bem como o INSS funciona, incluindo suas normas. Então, é possível escolher outros tipos de planos ou investir de forma complementar para sua aposentadoria tradicional.

Depois que a Reforma da Previdência foi aprovada no ano de 2020, diversas normas importantes impostas pelo INSS foram alteradas, como o tempo de contribuição e a idade mínima.

Por isso vamos te mostrar como cada uma das principais regras está agora.

Idade mínima

Com a reforma, agora as mulheres só poderão se aposentar quando completar 62 anos, com exceção de alguns tipos de trabalho, como trabalhadores rurais, professores e policiais.

Tempo de contribuição

Agora, os trabalhadores só podem se aposentar quando completarem a idade mínima (65 anos para homens e 62 anos para mulheres), mesmo quem já contribuiu pelo tempo mínimo de contribuição, que é de 15 anos para todos. 

Entretanto, depois da reforma, os homens que ainda não entraram no mercado de trabalho, terão que contribuir por pelo menos 20 anos. O setor público também não permite mais a aposentadoria por tempo de contribuição, sendo que o tempo mínimo conta 25 anos.

Contribuição mensal

Com a reforma, a contribuição mensal do setor privado agora está entre 7,5% a 14%, dependendo da faixa de renda do trabalhador. Confira:

  • 7,5% para quem ganha até um salário mínimo;
  • 9% para quem ganha entre um salário mínimo e R$ 2 mil;
  • 9% a 14% para quem ganha mais de R$ 2 mil, progressivamente.

Já o setor público estabelece uma contribuição mensal entre 7,5% a 16,79%. Vale ressaltar que pessoas que ganham mais de R$ 39 mil por mês nesse setor terão que pagar uma alíquota mais alta do que 16,79%.

Cálculo de aposentadoria

Para os trabalhadores do setor privado, a aposentadoria é calculada levando em conta as contribuições que o trabalhador fez ao longo do tempo. A reforma fez com que todo o histórico fosse considerado agora.

Ademais, quando o trabalhador geral ultrapassar o tempo mínimo de contribuição, poderá ter acesso a 60% do valor da aposentadoria, sendo que a cada ano a porcentagem sobe 2 pontos. Isso faz com que seja necessário contribuir pelo menos 35 anos, no caso das mulheres, e 40 anos, no caso dos homens, para receber 100% da contribuição.

O setor público continua usando o mesmo tipo de cálculo depois da reforma.

4. Considere uma aposentadoria complementar

Como já tínhamos mencionado, você não precisa depender somente da limitação do INSS e pode garantir uma aposentadoria de maior qualidade através de investimentos complementares.

Além disso, você também precisa escolher com quantos anos pretende parar de trabalhar. Algo importante, já que muitas pessoas ingressam no mercado de trabalho mais cedo e outras mais tarde. Se você é um trabalhador no regime CLT, é claro que não deve descartar a aposentadoria do Estado. Entretanto, você pode criar um planejamento de aposentadoria de forma complementar.

Uma vez que você tenha analisado muito bem nossas dicas anteriores e estudado o seu plano da maneira mais eficaz, veja a seguir algumas das opções que podem ser a sua aposentadoria complementar.

5. Leve a previdência privada em consideração

A previdência privada é muito buscada por grande parte dos brasileiros que querem um plano de aposentadoria, além do INSS. Nela, o trabalhador conta com o débito automático do valor do investimento diretamente na conta bancária, o que torna tudo mais prático.

Ademais, a previdência privada pode ser contratada nos bancos e existem diversos tipos de planos para todos os gostos e perfis. Você pode escolher qual o regime tributário mais adequado de acordo com o seu perfil, a tributação regressiva, diminuindo com o passar do tempo, e a progressiva, aumentando de acordo com o valor.

Todavia, nesse caso você precisa estudar muito bem o seu contrato e tirar qualquer tipo de dúvida com o gerente do banco antes de assinar qualquer plano de previdência privada.

6. Investir em renda fixa também pode ser uma alternativa

Você também pode realizar investimentos de longo prazo na renda fixa. Eles são muito mais seguros e não vão te pegar de surpresa. Nesse caso, um dos mais famosos é o Tesouro Direto, que funciona através do investimento em títulos públicos e que se faz bastante rentável com riscos baixos.

O rendimento desse investimento usa como base a taxa de juros do Brasil, amplamente chamada de taxa Selic. Além disso, alguns dos títulos públicos possuem relação com o índice nacional da inflação, o IPCA.

Outra alternativa é o Tesouro IPCA, ideal para que o investimento aplicado fique protegido da inflação, se estamos pensando a longo prazo.

Também podemos mencionar outros investimentos em renda fixa, como os LCIs, LCAs e CDBs, que tratam-se de títulos de dívidas dos bancos.

O investimento na Bolsa de Valores também é uma opção, porém, os riscos desse tipo de investimento são muito mais altos. Dessa forma, ele é apenas indicado para investidores profissionais e com experiência.

Conclusão

Enfim, a prevenção nunca é demais e você precisa ter isso em mente quando estiver pensando na sua aposentadoria financeira, quando vai poder colher o descanso da sua vida de trabalho.

Dessa forma, você precisa prestar muita atenção na hora de planejar a sua aposentadoria e ser fiel a sua reserva todos os meses. Além disso, pense em como você pretende viver no futuro, seu estilo de vida, gastos e etc. Assim, você não vai ter arrependimentos.